Alerta de Segurança: Falha Crítica no Google Chrome (CVE-2025-13223)

Nesta semana, foi divulgada uma vulnerabilidade grave no navegador Google Chrome, identificada como CVE-2025-13223, que já está sendo explorada ativamente por atacantes. Essa falha levantou preocupações significativas na comunidade de cibersegurança, especialmente porque atinge um componente central do navegador: o mecanismo V8, que processa JavaScript e WebAssembly. Vamos destrinchar o que é essa falha, por que ela é perigosa e o que você deve fazer para se proteger.


O que é a CVE-2025-13223?

  • A vulnerabilidade é classificada como type confusion no mecanismo V8 do Chrome. Red-Team News+2The Hacker News+2
  • “Type confusion” ocorre quando o programa interpreta incorretamente o tipo de um objeto na memória — por exemplo, trata uma string como se fosse um número, ou um ponteiro como outro tipo. Isso pode causar corrupção de memória (heap corruption) e permitir que um atacante execute código malicioso. Red-Team News+2Hive Pro+2
  • No caso dessa falha, um atacante pode induzir a vítima a visitar uma página HTML maliciosa que explora esse bug. Daily CyberSecurity+2Hive Pro+2
  • Segundo o Common Vulnerability Scoring System (CVSS), o problema tem pontuação 8,8/10, o que significa alta gravidade. H2S Media+2Hive Pro+2
  • A falha afeta versões do Chrome anteriores a:

Como a falha foi descoberta

  • O bug foi reportado por Clément Lecigne, do Threat Analysis Group (TAG) da Google, uma equipe que costuma investigar ameaças sofisticadas e vinculadas a grupos de espionagem ou cibercriminosos avançados. CyberInsider+1
  • Segundo a própria Google, já existe um exploit em uso real (“in the wild”) para essa vulnerabilidade. The Hacker News+1
  • Não foram divulgados muitos detalhes sobre quem são os atacantes, nem a quantidade exata de vítimas — provavelmente para evitar que mais pessoas sejam exploradas enquanto a maioria ainda não está atualizada. The Hacker News
  • Essa é a sétima vulnerabilidade zero-day corrigida no Chrome em 2025, o que mostra uma escala preocupante de ameaças para navegadores amplamente usados. Red-Team News

Quais são os riscos reais?

  • Um invasor pode executar código arbitrário no computador da vítima. Se a exploração for bem-sucedida, ele pode sair da sandbox do navegador (ou seja, escapar das barreiras de segurança do Chrome) e ganhar controle maior sobre o sistema. op-c.net+1
  • Isso pode levar a roubo de dados (como senhas, cookies, tokens de autenticação), instalação de malware ou backdoors. op-c.net
  • Como a falha está no mecanismo de JavaScript/WebAssembly, basta que o usuário acesse uma página maliciosa; não é necessário que ele faça download de nada. Daily CyberSecurity+1
  • Em ambientes corporativos, onde navegadores são usados para acesso a aplicações sensíveis, isso pode representar uma porta de entrada para invasores mais sofisticados.

O que a Google fez e como corrigir

  • A Google lançou uma atualização emergencial (“out-of-band patch”) para o Chrome, para resolver essa vulnerabilidade. Daily CyberSecurity
  • As versões corretas que corrigem o problema são: 142.0.7444.175 / .176 no Windows, 142.0.7444.176 no macOS e 142.0.7444.175 no Linux. thaicert.or.th
  • Para se proteger:
    1. Abra o Chrome;
    2. Vá em ConfiguraçõesAjudaSobre o Google Chrome;
    3. Verifique se há uma atualização disponível;
    4. Depois de instalar, reinicie o navegador para aplicar a correção. Hive Pro+1
  • É recomendável manter as atualizações automáticas ativadas, para garantir que novas correções sejam instaladas rapidamente. Cyber Security Agency of Singapore
  • Em ambientes corporativos, equipes de TI devem aplicar a atualização via políticas de gestão de dispositivos (MDM ou ferramentas de endpoint), para garantir que todos os usuários fiquem protegidos. op-c.net

Por que esse bug é tão preocupante

  1. Exploração ativa: Já está sendo usado no mundo real, o que significa que não é apenas uma teoria — vários usuários estão potencialmente em risco.
  2. Mecanismo central comprometido: A falha está no motor V8, parte vital do Chrome. Problemas no V8 tendem a ser mais graves, justamente porque lidam com execução de código.
  3. Alvo massivo: O Chrome é um dos navegadores mais usados no mundo; uma vulnerabilidade assim pode impactar milhões de usuários e dispositivos.
  4. Tendência crescente: Já é a sétima zero-day no Chrome só neste ano, o que indica que os atacantes têm investido bastante nas falhas desse navegador.
  5. Dificuldade para correção: Nem todos os usuários checam manualmente se há atualizações. Alguns dispositivos corporativos demoram para receber patches, o que prolonga a janela de risco.

Recomendações para usuários finais e empresas

  • Atualize agora: Se você usa o Chrome, verifique a versão e certifique-se de que está na versão segura (veja os números acima).
  • Reinicie o navegador: Muitas vezes, a atualização só é aplicada após relançar o Chrome.
  • Ative updates automáticos: Se ainda não fez isso, é o momento.
  • Eduque sua equipe (no caso de empresas): avise sobre a vulnerabilidade, destaque a importância de atualizar, e talvez coloque isso no checklist de segurança.
  • Avalie navegadores alternativos: Se você usa outros navegadores baseados no Chromium (como Edge, Opera, Brave), fique atento também a atualizações, pois componentes V8 semelhantes podem ser afetados. op-c.net
  • Monitore seu ambiente: Para empresas de TI, é interessante acompanhar logs de navegadores, possíveis crashes do V8 ou comportamentos estranhos após a atualização, para identificar tentativas de exploração.

Conclusão

A falha CVE-2025-13223 no Google Chrome é um alerta importante: mesmo navegadores tão populares e maduros como o Chrome não estão livres de vulnerabilidades sérias. A boa notícia é que a correção já foi disponibilizada — a má notícia é que muitos usuários ainda podem estar vulneráveis se não atualizarem.

Este incidente reforça a importância de manter o software sempre atualizado, especialmente em componentes centrais como o motor JavaScript. Além disso, evidencia a necessidade de uma postura proativa por parte de empresas, com políticas de patch e automação das atualizações.

Se você leu até aqui: pare agora e verifique seu Chrome. Pode ser que a sua segurança dependa exatamente dessa atualização.

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